Médicos retiram tumor de 20 kg da barriga de jovem que achava que estava grávida

Cidades | 13 de Setembro de 2020

Um tumor de 20 quilos foi retirado ontem do ovário de uma secretária administrativa de 25 anos, em Cruzeiro do Sul, a 590 quilômetros de Rio Branco, capital do Acre. O procedimento ocorreu após a jovem procurar atendimento médico. Ela suspeitava estar grávida, em razão de dores e do volume na barriga.

 

Os médicos descobriram que o tamanho anormal do abdômen da jovem era resultado de um tumor ovariano que já estava se ligando ao intestino.

 

"Seria como se ela estivesse com uma barriga no oitavo ou nono mês de gestação. Era um tumor bastante vascularizado e o corpo começou a jogar bastante sangue nele", explicou o médico Billy Rodrigues, ginecologista que participou da cirurgia, ocorrida no Hospital Regional de Juruá, em Cruzeiro do Sul.

 

"Foi um caso de evolução bem rápida. Ela chegou com suspeita de gravidez, mas fez exames e deram negativos. Há três semanas, fizemos ultrassonografia e identificamos uma massa gigante com origem ovariana. Realizamos outros exames para saber o tipo do tumor e apontou para um benigno", comentou médico.

 

O tumor atingiu 20 kg em apenas três meses, segundo a equipe médica, que considera o caso raro.

 


A cirurgia durou cerca de três horas, e quatro médicos participaram do procedimento. A massa de origem ovariana se espalhou para apêndice, bexiga, intestino e útero, e a sua retirada foi considerada complicada, porque a equipe precisou cortar o tumor dessas outras partes do corpo sem que houvesse o risco de perda exagerada de sangue.

 

Risco por não aceitar transfusão sanguínea

 

A paciente é Testemunha de Jeová e assinou uma carta negando uma eventual transfusão sanguínea, caso fosse necessário. A religião proíbe seus seguidores de receberem sangue de outra pessoa. A expectativa é de que a paciente receba alta nos próximos dias. Ela conseguiu dar alguns passos em uma pequena caminhada na manhã de ontem e passa bem, de acordo com a equipe médica. "Conseguimos separar o tumor das outras partes do corpo e controlar o sangramento para que não tivesse nenhum problema. Ela tem a autonomia sobre o seu próprio corpo, então entrou o critério religioso seguido pela paciente. Se fosse necessária uma transfusão, ficaríamos num impasse, mas aceitamos fazer o procedimento mesmo sabendo dos riscos e conseguimos controlar a perda de sangue", revelou o ginecologista.

 

Jovem ainda poderá engravidar

 

Caso a jovem queira ter um filho, os médicos explicam que o tumor não resultará em sequelas em uma futura gestação. Junto com a massa, foram retirados uma das duas trompas de Falópio e um dos dois ovários, onde o tumor se localizava. "Ela ficou com a outra trompa e outro ovário, então poderá engravidar. Também não será de risco porque não mexemos no útero", afirmou o médico Rodrigues.

 

A equipe médica não consegue mensurar por mais quanto tempo a jovem ainda aguentaria com o tumor, porém frisam que o crescimento contínuo poderia afetar o funcionamento de outros órgãos do corpo. "O problema seria a questão de espaço no corpo, porque essa massa poderia comprometer órgãos essenciais, afetando a passagem da urina e gerando até problema cardíaco. Não sabemos por quanto tempo iria suportar, mas existia esse risco de complicação por compressão", finalizou o médico.

 

Texto: Abinoan Santiago
Colaboração para o UOL, em Ponta Grossa

• Fonte: Uol


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