Diabetes: amamentação protege contra doença; leite de vaca aumenta o risco

Cidades | 30 de Setembro de 2021

Uma nova pesquisa debatida na Reunião Anual da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes (EASD) demonstrou que a amamentação está associada a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 1. Sendo assim, beber mais de dois ou três copos de leite de vaca por dia na infância está relacionado a maiores chances de desenvolver a doença.

 

Neste caso, o sistema imunológico ataca e destrói as células produtoras de insulina no pâncreas, impedindo que o corpo produza o suficiente do hormônio para regular adequadamente os níveis de açúcar no sangue.

 

O que desencadeia o ataque do sistema imunológico é ainda desconhecido, mas a hipótese envolve envolva uma combinação de uma predisposição genética e um gatilho ambiental, como um vírus ou alimento. Em alguns casos, a condição pode se desenvolver em pessoas sem predisposição genética.

 

A incidência de diabetes tipo 1 – a forma mais comum de diabetes em criança – está crescendo em todo o mundo. O número de diagnósticos em jovens está aumentando cerca de 3,4% ao ano na Europa e 1,9% nos Estados Unidos.

 

“O diabetes tipo 1 é uma condição séria que requer tratamento para toda a vida”, explicou Anna-Maria Lampousi, do Instituto de Medicina Ambiental, Karolinska Institutet, Estocolmo, Suécia, que liderou a pesquisa. De acordo com ela, “com o tempo, níveis elevados de açúcar no sangue podem danificar o coração, os olhos, os pés e os rins e podem encurtar a expectativa de vida.”

 

Bebês que foram amamentados por mais tempo e aqueles que foram amamentados exclusivamente foram menos propensos a desenvolver diabetes. Com isso, os pesquisadores afirmam que a amamentação promove o amadurecimento do sistema imunológico do bebê. Além disso, o leite materno melhora a microbiota intestinal do bebê, que são as bactérias, fungos e outros microorganismos que vivem no trato digestivo e ajudam a regular o sistema imunológico.

 

O maior consumo de leite de vaca e produtos lácteos como manteiga, queijo, iogurte e sorvete durante a infância (menores de 15 anos) foi associado a um maior risco de autoimunidade das ilhotas e diabetes do tipo 1. Por exemplo, quem bebeu pelo menos dois a três copos de leite de vaca (um copo = cerca de 200ml) por dia teve 78% mais chances de desenvolver diabetes do que aqueles que consumiram menos do que essa quantidade de leite.

 

A introdução precoce de leite de vaca na dieta também foi associada a um maior risco, pois aqueles que começaram a beber aos dois ou três meses de idade tiveram 31% menos probabilidade de desenvolver do que aqueles que começaram a consumir mais cedo.

 

A introdução posterior de glúten na dieta reduziu mais da metade as chances de desenvolver a doença. Os bebês que começaram a comer alimentos contendo glúten, como cereais, pão, doces, biscoitos e massas, aos 3/6 meses de idade tiveram 54% menos probabilidade de desenvolver DM1 do que aqueles introduzidos nos alimentos anteriormente. Por fim, a idade na introdução do leite em pó, carne e vegetais não foi associada ao risco de diabetes.

• Fonte: Olhar Digital


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